Pickleball: A nova modalidade que conquista Portugal

O pickleball está a ganhar popularidade em Portugal, seguindo o caminho do padel, que já conquistou milhares de adeptos. Esta modalidade, que combina elementos do ténis, badminton e pingue-pongue, destaca-se pela sua simplicidade e acessibilidade, tornando-se rapidamente viciante para os praticantes. O desporto encontrou um terreno fértil durante a pandemia, com um aumento significativo de entusiastas em todo o país.

Paula Bobrow, uma brasileira que se mudou para Portugal há uma década, é um exemplo de como o pickleball pode cativar. “O facto da raquete e da bola serem leves foi algo que me entusiasmou”, afirma Paula, que sempre teve uma vida ativa, mas sentia falta de um desporto de raquete. A sua descoberta do pickleball ocorreu durante umas férias, e desde então tem-se dedicado à prática, que considera muito divertida e social.

Ricardo Rosário, jogador, treinador e diretor técnico nacional, também tem contribuído para a divulgação do pickleball em Portugal. Começou a jogar em 2021 e rapidamente se tornou um dos principais impulsionadores da modalidade. “A competição foi um fator chave para o crescimento do pickleball”, explica Ricardo, que começou a treinar e a organizar eventos para promover o desporto.

O pickleball, que surgiu nos Estados Unidos em 1965, está a expandir-se globalmente, com um número crescente de praticantes em várias partes do mundo. Ricardo destaca que, atualmente, a modalidade tem mais adeptos do que o padel em algumas regiões, especialmente devido ao seu crescimento em países como o Vietname e as Filipinas. “É um desporto acessível a todas as idades, especialmente para aqueles que procuram uma experiência mais social”, acrescenta.

A prática do pickleball é benéfica para a saúde, ajudando a melhorar a condição física e os reflexos, o que é particularmente importante numa sociedade em envelhecimento. Ricardo e Paula concordam que o desporto é uma forma eficaz de manter a mente e o corpo ativos, proporcionando uma experiência de jogo imersiva.

O objetivo agora é aumentar a competitividade da modalidade em Portugal, atraindo jogadores mais jovens e promovendo o ensino nas escolas. Ricardo está empenhado em formar novos campeões e aumentar o número de infraestruturas dedicadas ao pickleball no país. “Estamos a dar os primeiros passos, mas o potencial de crescimento é enorme”, conclui.

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Fonte: Sapo Desporto

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