Na antevisão do jogo contra o Nice, Francesco Farioli, treinador do FC Porto, abordou diversos tópicos relevantes, incluindo a forma de jogar da sua equipa, o estado atual do adversário francês e o regresso de jogadores importantes.
Farioli começou por analisar o Nice, referindo que “é uma equipa muito boa, orientada por um dos melhores treinadores franceses da última década”. O técnico elogiou o trabalho de Farioli no Lens, onde conseguiu uma promoção e quase conquistou o título contra o PSG. Apesar das dificuldades que o Nice enfrenta nesta temporada, Farioli acredita que isso é apenas um momento passageiro e não reflete uma crise na equipa. “Vai ser um jogo muito físico, com várias transições e duelos, entre duas equipas que querem vencer”, afirmou.
Sobre a possibilidade de o Nice adotar uma postura mais cautelosa, Farioli acredita que a equipa manterá o seu estilo de jogo. “Espero uma pressão alta de ambas as equipas”, disse, referindo que o Nice teve oportunidades na sua última partida, apesar da pesada derrota frente ao Marselha.
O treinador também comentou o regresso de Jan Bednarek e Victor Frohold, destacando a importância de ter todos os jogadores disponíveis para treinos e jogos. “Os últimos 10 dias foram positivos, com o regresso de De Jong, Froholdt e Bednarek. É fundamental para o nível das sessões de treino”, sublinhou.
Farioli abordou ainda as diferenças entre jogar na Liga Europa e na liga doméstica, afirmando que, embora a equipa tenha uma identidade clara, é necessário adaptar-se às circunstâncias do jogo. “A equipa tem que ser capaz de se adaptar. O jogo será decidido nos pormenores e na forma como se controlam as transições”, explicou.
O treinador do FC Porto também se mostrou otimista em relação à presença de cinco jogadores da sua equipa na seleção sub-17 de Portugal, que está na final do Mundial. “É uma grande oportunidade para eles e espero que possam vencer. Estamos a acompanhar a evolução destes jogadores, dois dos quais já treinam com a primeira equipa”, disse.
Farioli não descartou a possibilidade de utilizar Veiga e Mora juntos em campo, mas enfatizou que a prioridade é sempre o desempenho coletivo da equipa. “O mais importante é que a equipa competia e ganhe. O espírito é esse”, afirmou, referindo-se à necessidade de manter a disciplina em campo.
Por fim, o treinador falou sobre os desafios que o FC Porto enfrentará em janeiro, com a Taça de Portugal, a Taça da Liga e a Liga Europa no horizonte. “Nas próximas semanas, teremos a possibilidade de fazer entre 30 a 32 jogos. Por isso, é crucial focar no que chamamos de ‘treino invisível’, que envolve a recuperação, alimentação e reuniões”, concluiu.
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FC Porto Nota: análise relacionada com FC Porto.
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Fonte: Sapo Desporto