A decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de mudar o local do jogo entre o Caldas e o SC Braga, referente aos oitavos de final da Taça de Portugal, gerou descontentamento em ambas as equipas. O Caldas, que se viu privado de jogar em casa, não hesitou em criticar a medida.
José Vala, treinador da equipa das Caldas da Rainha, manifestou a sua indignação em declarações ao jornal Record. “É uma vergonha. Todos os fins-de-semana em que chove, vejo jogos na televisão em relvados com piores condições. A minha vontade é não estar presente. Quem mais deveria fazer pelo futebol é quem acaba por estragá-lo. Completamente desiludido com isto tudo”, afirmou Vala.
A FPF justificou a alteração do local devido às más condições do relvado do Campo da Mata, que se deteriorou após as fortes chuvas que afetaram a região. O Caldas, por sua vez, lamentou a decisão e destacou que tinha tomado medidas para garantir que o jogo se realizasse no seu estádio. Em comunicado, a direção do clube afirmou que tinha defendido a realização do jogo no Campo da Mata, considerando que o recinto reunia as condições regulamentares necessárias.
O comunicado do Caldas Sport Clube detalhou que, na semana anterior ao jogo, foram realizadas intervenções no relvado, em colaboração com uma empresa externa ligada a um clube da Primeira Liga, com o intuito de assegurar a realização do jogo em casa. Apesar de todos os esforços, a FPF decidiu que a partida se realizaria no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, às 19h00.
O Caldas expressou ainda que a decisão foi comunicada com apenas 24 horas de antecedência e que a proposta de adiamento do jogo, apresentada pela direção do clube, foi rejeitada. “A Direção do Caldas Sport Clube não foi passiva e não deixou de defender o Clube. Fê-lo com seriedade, com ações no terreno e com total respeito pelos regulamentos”, acrescentou o comunicado.
Apesar da insatisfação, o Caldas comprometeu-se a cumprir a decisão da FPF e a participar na competição, reafirmando o seu compromisso com o fair-play e a verdade desportiva. “Fá-lo, no entanto, sem abdicar da verdade dos factos e do dever de prestar contas aos seus sócios”, concluiu a direção.
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Fonte: Sapo Desporto