António Simões, uma figura emblemática do Benfica e campeão europeu em 1961, partilhou recentemente memórias que vão além do futebol. O ex-jogador, que se destacou na história do clube, abordou a sua experiência durante um período conturbado da história de Portugal, onde o desporto e a política se entrelaçaram de forma significativa.
Simões, que fez parte da equipa que conquistou a Taça dos Campeões Europeus, recordou como a sua carreira foi influenciada por questões políticas. Em declarações, afirmou que “fomos usados pelo regime”, referindo-se à forma como o governo da época se apropriou do sucesso desportivo para promover a sua imagem. Esta afirmação revela um lado menos conhecido da história do futebol em Portugal, onde o desporto muitas vezes serviu como uma ferramenta de propaganda.
O ex-jogador não hesitou em destacar a importância de recordar esses momentos, afirmando que é fundamental para a memória coletiva do país. “Devemos lembrar o que aconteceu para que não se repita”, sublinhou Simões, enfatizando a necessidade de não esquecer as lições do passado.
A história de António Simões é um testemunho do impacto que o futebol pode ter na sociedade, não apenas como um desporto, mas também como um reflexo das realidades sociais e políticas. O seu legado no Benfica permanece vivo, mas as suas palavras servem como um lembrete da complexidade que envolve o desporto em contextos históricos.
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Benfica Benfica Nota: análise relacionada com Benfica.
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Fonte: ZeroZero