Mohammed Ben Sulayem reeleito presidente da FIA sem concorrência

Mohammed Ben Sulayem foi reeleito presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) na passada sexta-feira, num processo eleitoral marcado pela ausência de concorrência. Os restantes potenciais candidatos desistiram da corrida, citando a falta de equidade nas regras estabelecidas para a apresentação de listas.

Após a confirmação da sua reeleição, Ben Sulayem, ex-piloto de ralis, expressou a sua gratidão: “Obrigado a todos os membros da FIA por votarem com números tão elevados e voltarem a dar-me a vossa confiança. Ultrapassámos muitos obstáculos, mas aqui hoje, todos juntos, estamos mais fortes do que nunca.”

O dirigente dos Emirados Árabes Unidos concorreu sozinho ao cargo, o que gerou controvérsia. Uma das principais críticas às regras eleitorais foi a exigência de que cada candidatura apresentasse um vice-presidente por continente. No caso da América do Sul, apenas uma pessoa estava elegível, e esta integrava a lista de Ben Sulayem, o que, segundo os opositores, inviabilizou a apresentação de alternativas.

A suíça Laura Villars chegou a recorrer a um tribunal de Paris para tentar travar o processo eleitoral, mas a sua providência foi rejeitada. Está prevista uma ação judicial para fevereiro, que poderá trazer novos desenvolvimentos.

Ben Sulayem, que assumiu a liderança da FIA em 2021, sucedendo ao francês Jean Todt, destacou como um dos principais sucessos do seu mandato a recuperação financeira da organização. A FIA passou de um défice de 24 milhões de euros em 2021 para um lucro de 4,7 milhões em 2024.

Apesar dos resultados financeiros positivos, o seu mandato não esteve isento de polémicas, especialmente no contexto da Fórmula 1. Entre os episódios mais notáveis, destacam-se a imposição de regras mais rigorosas sobre o vestuário e o uso de joias pelos pilotos, que foram consideradas intrusivas por várias figuras do paddock. Além disso, surgiram alegações de tentativas de interferência em corridas, como o Grande Prémio de Las Vegas e o da Arábia Saudita, ambos em 2023.

As tensões também se manifestaram dentro da FIA, com a demissão de Robert Reid, vice-presidente para o desporto, que acusou Ben Sulayem de tomar decisões “à porta fechada”. Este episódio aumentou o debate sobre o estilo de liderança do agora reeleito presidente.

Leia também: O impacto das novas regras na Fórmula 1 e a reação dos pilotos.

Leia também: Lando Norris vence Mundial de Fórmula 1, mas salários ainda distantes

Fonte: Sapo Desporto

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top